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Ciencias Ocultas

Pode-se compreender por Ciências Ocultas, as atividades e ensinamentos de fundamento místico, que, de certa forma, buscam um embasamento científico. Aparentemente, este conceito é paradoxal. Porém, a Alquimia, Astrologia, Numerologia e algumas modalidades de Magia, entre outros, podem se enquadrar nesta definição.

A alquimia, por exemplo, é considerada antecessora da química moderna; enquanto fundamentos matemáticos são aplicados à Astrologia e Numerologia. Dessa forma, verifica-se que estas "Ciências Ocultas" transitam entre as bases exatas da ciência, da sabedoria e da espiritualidade ancestrais, oferecendo uma inesgotável fonte de conhecimento àqueles que se aventurarem por seus caminhos.

Este Blog e sobre ciências ocultas e o vampirismo e apenas uma dessas ciências aqui estudadas, não misturamos os conhecimentos a pessoa leiga que não percebe que tudo esta interconectado e fragmenta o saber.

o que esta em cima e como o que esta embaixo, o que esta embaixo e como o que esta em cima. ( Caibalion )

Inúmeras pessoas pedem ajuda em aprofundamento nos assuntos do ocultismo, aqui não daremos as sete Chávez pois cabe ao iniciado se conduzir no caminho que seu nível de evolução atinja, sabemos que a maioria das pessoas almejam pelos poderes e vantagens que as operações do ocultismo ou habilidades do vampirismo podem lhe proporcionar, esses serem mais cedo ou mais tarde destroçados por reações e leis que eles mesmos ignoram, por tanto conheça te a ti mesmo e conhecera o universo, possuirá a grande chave que não esta nesse blog ou em qualquer livro se não dentro de ti, se nao o encontrar em você não terá sucesso ao procurar fora.

Aos que se sentem no direito de prosseguir cabe apenas a chata e eterna advertência, toda ação exerce uma reação igual ou equivalente seja em plano físico ou não, seja por intenções que o operador julgue serem boas ou mas intenções ambas exerceram alguma conseqüência que muitas vezes foge da lógica do operador.
Lei tríplice, lei da troca equivalente lei de causa e efeito ou seja não duvide de nenhum tipo de operação a mais simples ira surtir efeitos o operador percebendo ou não.

Vampirismo X Charlatanismo

Se você procura por segredos que te levem a se tornar um vampiro pode sai desse blog e voltar para a busca do Google. Não que seja impossível atingir habilidades similares as de um vampiro, seja por meio de magia ou atraves do desenvolvimento da mente, a questão e que o verdadeiro operador, apenas assimila novos conhecimentos a suas tecnicas e teorias e nao busca por segredos dados de mão beijada, que com certeza, se são de facil acesso seu conteudo e duvidoso.

Os conhecimentos e segredos do mundo antigo se baseiam em proporções matemáticas especificas e correspondências mágicas que se modificam no decorrer dos séculos, com base nesses conhecimentos e possível o operador efetuar grandes rituais e ter resultados satisfatórios , porem este blog tem como objetivo a dismistificação das ciencias ocultas e unificação das diversas opiniões sobre o tema , tal como tambem a interação
dos diversos membros da ODH espalhados pelo mundo o contato com eventuais pessoas com conhecimento significativo que tenha a acrescentar e aprender conosco e uma feliz consequencia, possuímos conhecimentos valiosos principalmente para os que possuem ouvidos do entendimento, e claro que verdadeiros segredos e conhecimentos Herméticos não serão divulgados de forma tão leviana na Net pois alem de ir contra todas as egregoras do ocultismo poderiam cair em mãos erradas não esses internautas que estudam goetia e acham que invocam demônios e sim pessoas perigosas que sabem da real existência do ocultismo.

Pessoas comunidades e Sites que dizem revelar ou possuir segredos reais não passam de Charlatanismo pois os verdadeiros Ocultistas como o nome já revela não divulgam os reais conhecimentos em sites, o que se vê são apenas fragmentos de informações contidas em livros e sites de procura da Google que esses jovens metalíferos descobrem e se sentem donos dos segredos antigos.

O vampirismo assim como as outras ciências ocultas não funcionam como se vê em Hollyod as coisas não são tão épicas e românticas como aparentam o vampirismo e real e existem diversos tipos de vampiro, menos os tipos que vemos no cinema pois esses s e que existiram não estão passeando pelo Orkut ou msn.

As habilidades são reais e estudadas pelo VAMPIRISMO HERMETICO mas exigem grande um esforço da parte do operador sejam habilidades físicas ou psíquicas,

"tudo e mento o universo e mental'' ( Caibalion ) os estudos quânticos nos demonstram o poder que nossa mente possui e creio que alguém que esta lendo essas linhas saiba disso também, e possível por exemplo incorporar a mente as habilidades da síndrome do savantismo sem ser autista, e possível elevar a força física e a destreza através do aumento de adrenalina do corpo algo que pode ser controlado por uma pessoa que saiba se utilizar da mente e de ancoras hipnóticas,

Sabemso tambem que existem métodos para retardar o envelhecimento, dês de a época dos alquimistas se ouve falar de elixirs da longa vida como o de Faustos, ou meios de reduzir a água pesada do corpo para evitar oxidação dos radicais livres, ou evitar o contato com o sol em determinados momentos, fatores esses que contribuem com o envelhecimento, técnicas eficientes juntas a uma grande força de vontade pode sim surtir bons efeitos, assuntos a serem aprofundados cada vez mais em nossos estudos e praticas.

porem são apenas exemplo que devem ser conversados e discutidos de forma mais especifica, a questão e que pessoas podem sim adquirir habilidades similares as dos vampiros, magos, bruxos etc. . .

Os que se disporem a saber mais sobre os assuntos da O.D.H podem me procurar que esclareço o que for necessário, as demais mensagens subliminares estão espalhadas em nossos vídeos e clipes apenas procurem na net os que tem conhecimento místico compreenderam com facilidade os segredos que não podem ser explicitamente revelados.

Contato com Abel: Msn:
hermestwc@hotmail.com \ Skyp: Abel O.D.H
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Precauções

Existe um lema da magia que diz: Querer, Saber, Ousar MANTER O SILENCIO infelizmente não e possível saciar os mais sedentos de conhecimento através deste blog uma vez que muitas coisas devem permanecer sigilosas ate que se compreenda o nível evolutivo do operador e se esse esta apito para praticas ou conhecer os próximos níveis, uma vez que o mal uso das informações e de responsabilidade de quem as transmite por isso o silencio e necessário tanto da parte do ocultista como do operador, o que vemos muito são pessoas que fragmentam os conhecimentos e julgam lugares como este espaço apenas pela “Capa” sem real interesse pelos conhecimentos ou experiências que aqui poderiam ou não serem encontrados.

E impossível agradar gregos e troianos encontraremos críticos que questionaram da estética dessa pagina ate o conteúdo abordado, na verdade Céticos que se passam por ocultistas para ganhar espaço em comunidades de vampirismo, locais onde apenas criticam e discutem sem que nada possa ser realmente aprendido, sabemos que ocultismo foi fragmentado e nenhum de nos possui todas as chaves, por isso e necessário se respeitar aqueles que estudaram um determinado caminho, pois da mesma forma esses que criticam podem ser criticados mas sabemos que essas exaltações do Ego não levam a nada.

Recentemente o tema dos assuntos aqui divulgados foram questionados em uma comunidade chamada "Vampirismo e Ocultismo" me dispus a ir ate a mesma e expor minhas opiniões e me defender dos inúmeros ataques que já estavam là escritos quando cheguei, respondi a todas as indagações e expliquei a todas as duvidas , recentemente fui a essa comunidade pegar um texto que escrevi que explicava um ritual descrito nesse blog e me deparei com todos os meus post deletados, ou seja comunidades como essa não respeitam a liberdade de expressão e tão pouco o direito de resposta não faz sentido participar de uma comunidade onde as opiniões são manipuladas pelos donos ou moderadores.

Observem essas comunidades ( exceto a que citei pois isso não e uma propaganda para ela e sim um alerta) mas não participem das discussões inúteis percebam a exaltação do ego que e promovida nas mesmas, e como a falta do silencio pode te levar a decair no nível deles se não tiver a compreensão daquele nivel evolutivo ali aplicado, as pessoas banalizam os temas entram em comunidades de ocultismo sendo céticas apenas para desencorajar os que realmente buscam o caminho do oculto , Céticos disfarçados de ocultistas ,

O sonho de um homem não morre já mais quando se existe determinação

( Gol D. Roger )

O VAMPIRO

O VAMPIRO

O Vampiro tem a maravilhosa característica de ter sido humano. É um ser especial, o qual podemos nos tornar. Paródia de Cristo, Buda, do Avatar, o homem feito deus. Frater Piarus
Para o Vampiro não há céu nem inferno, um paradoxo a caminhar primevo entre os mundos, Morto-vivo. Outrora homem, agora antideus. Sua antivida é pautada pela violência, sede de sangue, paixão e terror, o horror que se esconde nas sombras. Quebrando e destruindo todas as normas, regressando ao atavismo mais profundo. Um ser habitante do limbo, um limbo glorioso, isso é o vampiro. Sua ocorrência geográfica a tudo engloba, dos Bálcãs ao Egito, dele aos confins das florestas equatoriais da Amazônia e, é claro, até as distantes galáxias. Civilizações, como Sumerianos, Babilônicos, Indianos e os povos Hebreus, Maias e Astecas conviveram com o fenômeno do Vampirismo. Seus ataques foram registrados à luz do dia, e à luz da Era das Luzes, dividindo o palco com Diderot e Voltaire em plena era do Iluminismo. Deixando o racionalismo de cabelo em pé, o epicentro dos ataques não foi algum confim distante, mas o esclarecido Império Austro-Húngaro, justamente a Áustria que seria a pátria de Sigmund Freud. Desde Arquétipo desconcertante, deste tabu é que trataremos neste livro, pois o vampiro está ali no espelho, repousando, destruindo e salvando, afinal além de matar sua vítima ele confere a vida eterna .
(do livro Vampiros de Marcos Torrigo)


BRUXARIA E VAMPIRISMO

Bruxaria e Vampirismo Oh amigo e parceiro da noite, tu que te extasias com o ladrar dos cães acuando suas presas, com o sangue vertido, vagueias em meio às sombras passeando entre tumbas, cobiças o sangue e fazes tremer de temor os mortais! Gorgo, Mormo, a Lua de mil faces, apreciem os nossos sacrifícios. A Magia como um todo está inclusa na história do vampirismo, seja a bruxaria, o xamanismo ou o vodu, não importa o rótulo. Mas onde reside o porquê desta associação, mera crendice? Muito possivelmente, não, quase sem medo de errar, a afirmação mais correta seria que a Magia é a grande motivadora do vampirismo. Quando uso o termo Magia estou expandindo o seu significado original e lhe atribuindo uma nova valoração. Sendo entendido como Magia toda a relação do ser humano com o mistério e o oculto, na tentativa de tentar compreendê-lo, mas acima de tudo de compreender a si mesmo, como individuo e espécie. A ciência é prima-irmã da Magia, e não poderíamos deixar de juntar a este nosso conceito expandido, os fenômenos parapsicológicos. Melhor que toda esta minha verborragia são os pensamentos de um certo escritor, em especial ao que tange e pode ser aplicado ao vampirismo. Arthur Machen, em algumas de suas obras, tem uma visão iluminada, muito similar aos axiomas de To Mega Therion. A sua obra faculta algumas reflexões bastante interessantes, que levam do vulgar ao estupor, e maravilham o Régio. Por mais que Machen mantenha aparentemente uma visão maniqueísta, ele insufla idéias fantásticas. Dentre elas nós temos os kalas, os centros secretos do organismo humano, terras inexploradas para o seu possuidor, outra afirmação de uma de suas obras faz lembrar Nietzsche, além do bem e do mal. Os senhores do mundo devem ir além do bem e do mal, só aqueles que os conhecem e que a eles transcendem chegarão ao mundo real, a causa última de tudo. Tomar o céu de assalto, querer ser deus, a maior de todas as blasfêmias. Estes que assim agem são ascetas negros e, como os outros iniciados, comungam, só que com as forças dos abismos profundos, onde habita o mal. Não sejamos vulgares, estes que assim agem muitas vezes tem a conduta mais ilibada de que os santos. Os iniciados do caminho da mão direita tentam elevar sua consciência rumo ao divino, levando uma vida sã, são extasiados pelo espírito. Os ascetas negros são movidos por uma paixão aterradora em sua busca pelos mistérios inversos. Os motivos de seus anseios escapam ao comum. Somente o iluminado, conhecedor da luz e sombra capta o seu conhecimento. A bruxaria e os cultos femininos são tão antigos quanto o tempo. No Paleolítico, o corpo da mulher era sagrado, divino por natureza, mistério, a anima mundi. As mulheres eram para muitos antropólogos e mitólogos as portadoras do saber e poder Mágico. Tanto é que há mitologias em todo o globo tratando do processo que os homens tiveram que encetar para tentar controlar este poder. Em resposta a este poder foram criadas as sociedades secretas exclusivamente masculinas, similares à maçonaria de hoje. O enfoque feminino possivelmente era mais ligado às plantas e o masculino aos animais. Este conflito retrata uma deusa imanente versus um deus transcendente. Muito do mal e do demoníaco associado à mulher é advindo desta transição. Sabemos que os deuses dos vencidos são os demônios dos vencedores, e com o arquétipo feminino não foi diferente. Para as culturas antigas o vampirismo estava intimamente associado ao feminino: Lâmia, Lilith e uma infinita turba de lascivas e demoníacas entidades femininas. É bem sabido que, para as grandes religiões de hoje em dia, a mulher é associada ao mal, ao pecado e à tentação. Algumas teorias, como já vimos, falam de uma era matriarcal que teria sido sobrepujada pela patriarcal, por mais que este dado antropológico gere polêmica, ele se apóia na psicologia interna, uma identificação com a mãe e a fase oral, e o patriarcado, a fase fálica. E fácil imaginar que esta mudança não ocorreu de uma só vez, e também foi feita de forma violenta muitas vezes. Encontraremos resquícios em várias partes do mundo, pois nos judeus até hoje um filho de mãe judia é judeu, mas o de pai judeu não. Para a compreensão destes fatos e sua ligação com o vampirismo, iremos tratar de um arquétipo que sintetiza sobremaneira a miríade de elementos da Magia e do Vampirismo.

LILITH
(Extraído do livro Vampiros, por Marcos Torrigo, Editora Madras)
Lilith, intimamente associada aos Vampiros, por sua vez também às bruxas, é um espectro que paira sobre a religião judaica. No ato sexual ela ficava por cima de Adão, e não quis ser subjugada pelo macho, daí sua revolta. Este fato retrata, talvez, a transição, dos cultos a Deusa para o Deus judaico, de uma sociedade agrária ou coletora para uma pastoril.
Este fato se repetiu inúmeras vezes pelo mundo (com isso não estou falando de sua existência objetiva, mas sim subjetiva, mas com exteriorizações).

Lilith, em sua origem, deve ter sido um arquétipo da grande deusa mãe, que tentou resistir a invasão do patriarcado. Possivelmente Abel, o pastor, foi sacrificado a esta grande mãe.
Mas as coisas não foram tão fáceis para os pastores patriarcais. Muitas mulheres judias ficaram fascinadas pelo culto à grande mãe. Um bom exemplo é a história de Sodoma e Gomorra. Lot foi expulso da cidade, vejam esta passagem: "o povo de Sodoma cercou a casa de Lot, do mais velho ao mais jovem. E eles proferiram: que se vá embora, um estranho, que veio morar conosco e agora quer ser um juiz?". Com isso fica claro que eles não eram judeus (os habitantes de Sodoma), e que a alegoria da conversa entre Lot e Deus é um acréscimo posterior.
A parte mais curiosa tem a ver com a mulher de Lot, que não quis acompanhá-lo, pois possivelmente preferiu ficar com o culto à Grande Deusa. Ou seja, a história de virar uma estátua de sal é mais uma alegoria. Lot afogou suas mágoas com as duas filhas em uma relação incestuosa.
O nome Lilith vem da Mesopotâmia, encontrada nas civilizações sumeriana, acadiana e babilônica, onde há várias divindades nas quais ocorre o fragmento "lil" como, por exemplo, os deuses Nilil, Enlil entre outros. Belit-ili, Lillake, a cananéia Baalat, a Divina Senhora são alguns de seus nomes. Nas representações mais antigas de Lilith ela apare-se como Lilake (cidade de UR 2000 A. C).
Lilith está intrinsecamente associada à coruja, sendo representada como uma mulher sedutora, torneada, de seios bem formados e suculentos, uma yoni* (Nota: vagina) que exala o perfume do amor, com pés de coruja e asas. Na literatura hebraica, ela é a primeira mulher de Adão. Ao que tudo indica para a cabala, (Zohar) o deus judaico criou Lilith e Adão como gêmeos. Ela queria igualdade para com ele, mas lhe foi negada. Ela não se subordina a Adão, e conseqüentemente incorre na ira do deus. Ela foge para o Mar Vermelho e, com Samael, cria uma infinidade de seres demoníacos, que juraram atacar a raça humana (fruto da união de Adão e Eva). Uma lenda islâmica atribui a ela a origem dos djinn (gênios), seres de fogo que vivem nos espaços entre mundos.
Ela era a responsável pela morte de crianças, esterilidade e pelo aborto. Também é sua característica a sedução sexual. Surge no meio da noite, trazendo sonhos eróticos carregados de emoção, e os homens são as principais vítimas. Quando despertam, se dão conta do vulto monstruoso pousado sobre seu peito e pronto a absorver
o esperma fruto da ereção. A morte, a loucura e a depressão são os resultados desta visita.




VODU E VAMPIRISMO
(do livro Vampiros de Marcos Torrigo)


Vodu e Vampirismo Vodu é uma palavra do dialeto africano fongbé de Dahomé na África. Designa a vida religiosa, o culto. O vodu em sua origem se referia ao antiquíssimo culto da Serpente, Dangbé (Damballa no Haiti). Nos templos do deus havia inúmeras sacerdotisas, responsáveis pelo seu culto. Nas cerimônias de vodu, o sangue é oferecido as Loas (divindades, similar aos Orixás), e também é bebido, desta forma o sacerdote vodu é possuído pelo Loa. O vodu usa os veves, que são desenhos simbólicos que representam e atraem os Loas, lembrando os pontos riscados afros brasileiros, e a magia talismânica medieval. No panteão Vodu o Barão Samedi tem especial relevância para o nosso estudo. Samedi, palavra de origem francesa inspirada em sábado. Sábado, um dia especial para o fenômeno do vampiro devido a todas as sua implicações, dia consagrado a Saturno. Regente do signo de Capricórnio, 22 de dezembro a 22 de janeiro, justamente um período onde as forças das trevas caminham pelo mundo, inúmeros casos de vampirismo são registrados em várias culturas nesta época. A morte é intimamente associada a Saturno, o Cronos grego, devorador dos próprios filhos, ligado ao bode sabático, ao Bafomé Templário, ao sabás das bruxas. Para a cabala, Binah, (ver capítulo...) a grande mãe, tanto é quem dá a vida como a que absorve, simbolizada pela terra onde o corpo é depositado. O Barão Samedi é o senhor dos mortos, que ressuscita deste reino justamente no sábado. É o imperador dos cemitérios, dos ritos fúnebres. Quando o Sol esta em Escorpião, em especial no mês de novembro, as almas dos mortos estão andando sobre a terra. Esta crença do Vodu lembra o Halloween e o Samhain Celta onde os portais entre os mundos estavam abertos. De acordo com convicção do Vodu haitiano, toda pessoa tem duas almas: Quando uma pessoa morre, uma das almas segue para o céu. A outra alma fica nas proximidades do cadáver, ou vagando pelo mundo. Esta alma que vaga pelo mundo muitas vezes é chamada de zumbi, que pode ser a alma de alguém que teve morte violenta, uma adolescente, ou uma pessoa que por qualquer motivo não teve os ritos fúnebres. Também o nome zumbi também designa uma alma que foi escravizada por um sacerdote vodu, prática também encontrada entre magos egípcios. O sacerdote tem esta alma como escrava para realizar seus intentos. Aleister Crowley alerta que certas práticas de vampirismo além de drenar o individuo, podem escravizar a alma após a morte através do vampirismo. O rito é feito à noite em um cemitério, e o Barão Samedi é invocado. Este tipo de zumbi pode ser enviado contra alguém, causando obsessão. Ele consome a vitalidade da pessoa, matando-a eventualmente. Outra forma de zumbi é o morto-vivo, ou talvez melhor seria vivo morto. O método é o mesmo narrado acima, com a variante que a vítima ainda esta viva. Mas ela perde totalmente sua vontade, ficando a mercê do sacerdote vodu. Possivelmente ervas são usadas para facilitar o ato, a vítima as ingere, ou são jogadas na casa onde habita. A forma mais conhecida de Zumbi é aquela feita após a morte, onde o sacerdote vodu rouba o cadáver da sepultura, e através de rituais o reanima. Willian Seabrook, numa visita ao Haiti relata vários rituais Vodus e a crença em Vampiros. Ele menciona que os vampiros são mulheres, podem ser que vivas ou mortas, que saem à noite para sugar o sangue de crianças. Os lobisomens, chauches em crioulo, eram homens e mulheres que se transformavam em lobos para atacar a criação. Outras fontes mencionam que as bruxas do Haiti e Caribe eram chamadas Loupgarou (lobisomem em francês). Suas capacidades mágicas eram atribuídas a um pacto feito com o demônio. Em troca, elas ofereciam sangue de suas vítimas a ele todas as noites. Elas faziam esses ataques usando seu corpo astral. O Asema, o vampiro do Suriname, faz seus ataques à noite como uma bola de luz, também entrando por frestas.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Cabala Hermetica

O Topo da Arvore da Vida

Ain: Supremo.

Ain Soph: Supremo Conhecimento.

Ain Soph Aur: Alma do Supremo Conhecimento.

Estes três termos da cabala tentam explicar algo fora da concepção humana, algo extra-divino. Se o Nono Sentido simboliza os deuses, estas são as três facetas do Décimo! Esta trindade representa, em termos bem pobres, o deus, as forças, os poderes ABSOLUTOS. O Décimo Sentido é a essência do universo, de todo o macrocosmo. Seu nível mais próximo ao nosso entendimento é a Alma do Supremo Conhecimento, algo que só podemos vislumbrar, mas que contudo podemos perceber e sentir, nos revelando que algo maior existe, mesmo sem nada nunca compreendermos.

Em termos cristãos seria o divino Espírito Santo. Seguindo esta linha, seria fácil apontar o Supremo Conhecimento como o filho unigênito de Deus, o Messias, e que o Pai, o Alfa e o Ômega, é o ser Supremo. De fato isto pode ser dito, contudo, o mesmo pode ser aplicado ao Caos, Ginnungagap, Kunitokotachi, Atma, Tao, Brahma... Enfim, são meramente nomes, não alterando em nada o principal fato: O ser Supremo.

Púman: Alma.

Pradhána: Natureza da Alma.

Mahat: Razão da Natureza da Alma.

Ahankára: Razão da Natureza dos Elementos.

Os termos Púman, Pradhána, Ahankára e Mahat provém do hinduismo. Púman faz alusão à alma, sendo indissociável de Pradhána, onde a primeira reside. Este é o Príncipio chefe de todas as coisas da natureza, sua fonte motora e suprema, também chamada Prakiti. Mahat é o intelecto raíz que dá origem ao logos, que anima conscientemente o universo e que cria a mente dos elementos, Ahankára.

Assiah: Dimensão Mundana ou Terrena.

Sapher ou Yetzirah: Dimensão Elemental.

Sippur ou Briah: Dimensão Astral.

S’for ou Atziluth: Dimensão Arquetípica.

Estes são os quatro mundos, ou melhor, dimensões (sepharim) reveladas pela Cabala. Cada qual compreendem outras esferas (sephiroth), estas sim podendo ser denominadas mundos – conforme o diagrama acima. O Assiah é o mundo concreto e laico o qual estamos acostumados, resultado da união de fatores e elementos das demais dimensões.

Sapher ou Yetzirah são os ditos planos elementais, pela etimologia querem dizer: a criação, o fiat lux. Ar, Água, Fogo e Éter – o espírito - (todos estes ao lado da Terra, cujo plano elemental é em seu próprio reino elemental), cada um destes elementos caracteriza sobremodo um plano de existência.

Sippur ou Briah significam a palavra, o logos, o verbo manifestado. É a dimensão do pensamento, do sonhar, e da alma - anima. Também tem por “base” formas elementais, tão idealistas e primordiais que não se pode considerar como um plano elementar, mas sim um reino elementar. O mesmo ocorre na dimensão à seguir:















, são mundos físicos, mas isto não quer dizer que as leis da física atuem sobre eles, que existam conexões geográficas de um ao outro, que um esteja ao norte ou outro ao sul. E como conceitos, englobam outros pequenos mundos, que também são revelados pela Cabala; pelos 22 Caminhos da Cabala e pelas Cartas do Tarô. Vejam este diagrama, elaborado primeiramente por Athanasius Kircher:

Pode-se deixar de lado, por hora, muitos detalhes nesta imagem. O importante são os 22 caminhos apontados com as 22 letras do alfabeto judaico. Cada um, por mais efêmero que possam ser, possui um mundo ou mundo de peculiaridades distintas, quando senão, abstratas. Para compreender melhor tudo isto, é melhor primeiro adentrarmos um pouco mais nos mistérios da Cabala.

Os mistérios são dissolvidos em 32 Caminhos: as 10 Esferas (Sephiroth, Sephirah no singular) e 22 Cartas. As Esferas ilustram o processo de nascimento do universo, desde o 1º ato (O Espírito de Deus), passando pelos elementos (2º Ar; 3º Água; 4º Fogo), finalizando com as dimensões (5º Alturas; 6º Profunde

zas; 7º Leste; 8º Oeste; 9º Sul; 10º Norte). *Atenção, não está na ordem dos Sephiroth. Assim do Espírito de Deus, de seu sopro, veio o Ar. Do Ar veio a Água. Da Água surgiu o Fogo. Do Fogo as Alturas e as Profundezas. E destas últimas o Leste e o Oeste, o Norte e o Sul. Os Sephiroth r

evelam o Ain Soph, o supremo conhecimento.

As Cartas se subdividem em 3 Cartas Mãe, Fundamentais; 7 Cartas Dúbias; e 12 Cartas Singulares. A bem da verdade, representam as letras do alfabeto hebraico (pela lenda, esta é a origem do alfabeto). Assim sendo, são 3 vogais, 7 semi-vogais e 12 consoantes.

























































Vermelho - Fundamentais. Azul - Dúbias. Preto - Singulares.

As três Fundamentais são uma balança, sendo Aleph o Ar, Men a Água e Sin o Fogo, com a primeira entre as outras duas, equilibrando-as. Tudo foi criado a partir delas. Marco profundo da Santíssima Trindade. Repare também que Sin, o Fogo, é da mesma raiz que em inglês quer dizer "pecado", enquanto Aleph, como na passagem "Eu sou o Alfa e o Ômega", é a virtude divina. Dizem alguns que Men é justamente o homem, entre o bem e o mal (raiz semelhante a man no inglês, homem português, etc...).

As sete Dúbias representam os pólos opostos do universo. Podendo representar tanto a sabedoria, riqueza, fertilidade, vida, domínio, paz e beleza; quanto a tolice, pobreza, esterilidade, morte, dependência, guerra e feiúra. (Tudo pela ordem). Também representam as 7 dimensões (Altura, Profundidade, Leste, Oeste, Norte e Sul, mais o local central, ponto base). Tal como os "sete planetas", os sete dias da semana, os sete céus, sete terras, sete mares, sete rios, sete desertos, sete semanas do Pentecostes, e os sete anos vezes sete do jubileu...

Podendo representar ambos os pólos do universo, o número sete e estas letras simbolizam Deus, o tudo, como o Tao, a força que harmoniza o Yin e o Yang (ao passo que Lúcifer é 6, o quase e o pretendente de sua onipotência, vejam neste mesmo alfabeto que 6 é transcrito como a letra Vau (v, w), por este motivo dizem ser a internet o símbolo do demônio, pois 666 = vau, vau, vau = www). As doze Singulares representam os 12 signos, os 12 meses, os 12 órgãos, os interpontos cardeais (incluso altura e profundidade), 12 apóstolos... a simbologia é ampla.

Vimos logo de cara que a criação é dividida em quatro mundos principais, S'for, Sippur, Sapher e Assiah englobados em três trindades de Esferas (Planos, Dimensões, etc...) onde Kether, a alta-coroa, não forma um 'mundo', sendo interpretado como a própria força motriz do universo (Deus, Demiurgo, Ancião dos Dias, Altíssimo, Cosmo, Caos, Ginnungagap, Kunitokotachi, Atma, Tao, Kundalini, Brahma, Fohat, etc.). Restam-nos então 22 “tipos” de mundos de efemérides entre os principais planos e dimensões. Cada um respeitando, por assim dizer, as características cabalísticas dos “percursos”.

O Caminho... que liga...

01 - א - Aleph - O Bem => Kether à Piedade, Caminho 6.

02 - ב - Beth - O Mal => Kether ao Rigor, Caminho 8.

03 - ג - Ghimel - Influxo da Santíssima Trindade => Kether à Tipheret.

04 - ד - Daleth - Caminho da Sabedoria e Luz => Hochma à Binah.

05 - ה - He - Águas da Divina Piedade => Hochma à Tipheret.

06 - ו - Vau - Complacência, Piedade => Hochma à Hesed.

07 - ז - Zain - Fogos da Divina Justiça => Binah à Tipheret.

08 - ח - Cheth - Rigor, Punição => Binah à Giburah.

09 - ט - Teth - Justiça e Piedade => Hesed à Giburah.

10 - י - Iod - Forças da Direita => Hesed à Tipheret.

11 - כ - Kaph - Preceitos Positivos da Lei => Piedade, Caminho 6 à Netzach.

12 - ל - Lámed - Forças da Esquerda => Giburah à Tipheret.

13 - מ - Men - Preceitos Negativos da Lei => Rigor, Caminho 8 à Hod.

14 - נ – Nun - A Menorá => Netzach (Ar) à Tipheret (Fogo).

15 - ס - Samech – Criação => Yesod (Água) à Tipheret (Fogo).

16 - ע - Ain – Conservação => Netzach (Ar) à Yesod (Água).

17 - פ - Pes - Vitória e Honra => Netzach (Ar) à Hod (Éter).

18 - צ - Sade – Signos => Hod (Éter) à Tipheret (Fogo).

19 - ק - Koph - Imagens da Terra (Virtudes) => Malkuth (Terra) à Netzach (Ar).

20 - ר - Res – Destruição => Hod (Éter) à Yesod (Água).

21 - ש - Sin - Imagens da Terra (Pecados) => Malkuth (Terra) à Hod (Éter).?

22 - ת - Tau - Morte e Vida => Malkuth (Terra) à Tipheret (Fogo) ou Yesod (Água).

Os caminhos de 1 à 13 representam os portais e reinos elementais mais altos, pouco conhecido entre os homens, habitados (ou pouco habitados) por divindades em retiro, ou reclusas por algum motivo especial, quando não são usados somente com um elo de ligação entre um plano e outro. Do 14 ao 22 existem inúmeros relatos em nossas mitologias.

Vimos a Cabala até agora no sentido horizontal e de seus caminhos, porém agora, seguindo o budismo, por exemplo, vejamos o sentido vertical. De baixo para cima se verá a trajetória rumo a mundos cada vez menos densos e materiais, cada vez mais próximo de Deus e seus inúmeros nomes. O caminho da direita, Jaquin, o Pilar * da Misericórdia, leve e suave; o caminho da esquerda, Boaz, o Pilar da Severidade, justo e pesado; e o caminho do meio, chamado Balança, aquele sem apego algum as paixões, nem as boas nem as ruins. O sentido inverso revelará o nascimento do homem e de todos os seus atributos.

*Alusão aos dois principais pilares do Templo de Salomão, conforme 3Rs 7, 21; 2Par 3, 17; Jer 52, 22. Lido da direita para a esquerda temos Jaquin Boaz, ou seja "[Deus] estabeleceu [o Templo] solidamente" ou “com força”.

Tanto de acordo com as os conceitos cabalísticos quanto com os modernos teosofistas e rosa-crucianos estes caminhos também revelam a composição da vida humana e até que ponto cada um de seus 'componentes' pode atingir nesta 'evolução' pelos 'mundos'.

“Nele [no homem], como no Ego Divino, há um trindade em unidade, vista: 1, O Neshamah (espírito); 2, Ruach (alma); 3, Nephesh (a vida sensual ou animal - instinto), intimamente relacionado ao corpo e dissolvido quando ele, o corpo, morre. O Nephesh nunca entra nos portais de Éden ou o Paraíso celestial. Além destes elementos em nós, há outro representando uma idéia ou tipo de pessoa que desce de céu na hora de concepção. Cresce enquanto crescemos nós, permanecendo conosco, e nos acompanha quando nós deixarmos a terra. É conhecido como nosso Ycchidah, ou princípio de nossa individualidade”.

Nurho de Manhar, Sepher Ha-Zohar, Prefácio.

Além destes também há uma unidades mais superior, o Chiah, a Força de Vida - em termos mais aproximados, o Cosmo interior. Também conhecido por Qi, entre os chineses, e Ki entre os japoneses. E fora do indivíduo, mas em constante contato, existe o Jechidah, ou o Cosmo exterior.

Este é um esboço da parte teórica da Cabala como vista no Yetzirah e no Zohar. Permitam-me agora um pequeno a parte sobre as aplicações praticas decorrentes da Cabala. Basicamente são duas, a Exegética (práticas de desmistificação de significados ocultos) e a Taumatúrgica (exercícios de ritos mágicos e sobrenaturais).

A doutrina exegética é fundada na teoria de que Moisés recebera de Deus no Sinai as chaves necessárias para poder desvendar os mistérios escondidos por detrás de cada mínima letra da Cabala e do Pentateuco. Estas chaves chegaram à modernidade como sendo a Gematria, o Notarikon e o Temura.

Gematria se trata do valor numérico e do poder das letras, suas formas e as vezes sua posição em determinadas palavras. Uma análise aritmética e figurativa que deu origem a, por muitas vezes charlatã, numerologia. Notarikon é quando uma letra significa algo por inteiro ou uma pessoa, uma abreviação. E quando junta de outras, formam novos sentidos e significados. Temura é a permutação das letras, a troca de posição através de alguns métodos combinatórios, os mais famosos são o Athbash e o Albam (que possuem estes nomes justamente por começarem a seqüência de inversão com estas letras).

Pois bem, agora voltemos aos quatro mundos principais da Cabala, Atziluth (אצילות), Briah (בריאה), Yetzirah (יצירה) e Assiah (עשיה). Cada um compõe uma letra hebraica do nome sagrado de Deus, o Tetragrammaton, que conhecemos pela alcunha de Javé (JHVH, יהוה) identificado por estes sistemas de Gematria, Notarikon e Temura. Cada uma destas letras também compõe o quadro dos quatro elementos primordiais. Aliás, sobre isto, fato é que estes elementos compõem pela tradição o nome de Deus, ou sejam, fazem parte deste. E este, tal como elemento primordial é entendido como éter, luz, ou centelha divina ou solar que habita os seres vivos. Por sua vez, em contraparte. Sua ausência é escuridão, as trevas.

Como dizem à boca pequena, não existe o Mal absoluto, mas sim a ausência do Bem. Enfim, pensando assim, temos nos símbolos alquímicos da idade média uma interessante constatação:






Os Quatro Elementos que compõem o universo, e por conseguinte, Deus, o quinto elemento. Somente fora desta fórmula o hipotético sexto elemento, as trevas... O Éter, força de união ou espírito, também se faz presente, ao lado dos demais elementos, nas tradições hinduístas contidas no Vishnu Purana, onde os Tatwas (cinco elementos) são assim representados: Vayu - O Círculo Azul (ar); Apas - O Crescente Prateado (água), Agni - O Triângulo Vermelho (fogo), Prithivi - O Quadrado Amarelo (terra), Akasa - O Ovo Negro (das trevas) donde nascerá a luz (espírito). Também temos algo semelhante entre os gregos. Platão em Timeus (56s) discorre sobre estes mesmos elementos.

S’for ou Atziluth é a dimensão da plena existência, a origem dos termos diz isto. Esta plena existência não pode ser melhor descrita senão de forma arquetípica, ou seja: ou é, ou não é. É a dimensão das essências puras (pura bondade, pura maldade)...

Os mundos apresentados por estas dimensões são figuras-conceito. Sim

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sábado, 12 de fevereiro de 2011

Alquimia

Glossário alquímico-espagírico





Sol - o ouro (Au)
Lua - a prata (Ag)
Mercúrio - o mercúrio (Hg)
Marte - o ferro (Fe)
Vênus - o cobre (Cu)
Júpiter - o estanho (Sn)
Saturno - o chumbo (Pb)



Matéria Prima (prima matéria) - a matéria primordial do universo, a matéria ou substância que carrega o espectro completo portanto pode tornar-se qualquer outra substância ou matéria, para a física esta seria a luz e seus veículos como o vácuo e o ar. Assim deduz-se que há transmutações Cósmicas tendo como meio o vácuo e transmutações naturais tendo como meio o ar, a água ou outra substância ou meio que propague a luz e o calor .

Misto - objeto animado ou inanimado natural ou produzido pelo homem (os metais, os vegetais e os animais), compõe-se basicamente de Exofre, Mercúrio e Sal - estes são as matérias para a Obra que estão espalhadas ou ocultas nos três reino da natureza.


Enxofre - o corpo do misto, na forma de pó ou óleo, é o quente e seco, o combustível e a cor nos metais nobres aparece reduzido na fórmula AuSo2/AgSo2, ou seu sulfato


Mercúrio - a alma do misto, na forma líquida ou de vapores, é o frio e úmido, o volátil, o brilho, nos metais nobres aparece reduzido na fórmula AuHg/AgHg, ou seu nitrato


Sal - o espírito do misto, a dureza e o solúvel (geralmente), nos metais é o meio de união entre o Mercúrio e Enxofre

Elementos - os quatro elementos da antiguidade (Fogo, Água, Terra e Ar), em alquimia encontra-se associado às primeiras operações com a Materia Prima (fases iniciais) na qual tais elementos encontram-se desordenados, o caos dos filósofos (carbono, hidrogênio, oxigênio e nitrogênio). Considera-se impureza supéflua da Pedra dos Filosofos o sal/açúcar de saturno (CH3COO)2Pb ou outro acetato contaminante.

Mercúrio filosófico ou Mercurio alquímico - chumbo purificado por meio da sobrefusão, de cor clara e brilhante mas muito volátil e pouco resistente ao fogo.

Enxofre filosófico ou alquímico - Pó de Projeção, a Pedra Filosofal, segundo Newton a fórmula para sua obtenção seria Pbs (de cor negra) para Pbo (amarela), no entanto nossas experiências não condizem com a lógica utilizada pelo célebre físico posto que o chumbo ou a galena não sofrem variações de cores até o vermelho, que indica ouro entre os minérios de oriem metálica,

Sobrefusão - sobrefusão ou superfusão consiste em resfriar um líquido abaixo da sua temperatura de solidificação sem que ele passe para o estado sólido. Ele é explicado admitindo que o líquido superfundido se encontre em um estado de equilíbrio dito meta-estável (instável). Esta explicação é justificada pelo fato de qualquer perturbação produz a solidificação do líquido sobrefundido. Quando colocamos, em um líquido superfundido, um pequeno cristal da substância, este serve de núcleo e provoca a solidificação de toda a substância. Uma perturbação mecânica (por exemplo, agitação) num líquido superfundido também pode provocar a solidificação. Quando um líquido superfundido se solidifica, a sua temperatura aumenta até atingir a temperatura de solidificação

Régulo marcial estrelado - sinal de forma estrelada, dada a adição de uma pequena quantidade de ferro fundido, de antimonio ou ambos no Mercúrio Filosófico em superfusão, preparação clássica do Mercúrio para o Magistério


Elixir da vida - aguardente medicinal preparada a partir da retificação do mercúrio (hg) para ser o dissolvente tanto da Pedra como da quintessência do ouro - ouro potável - Elxir capaz de curar em segundos qualquer doença, de transmutar os metais e de ressucitar os mortos

Pedra Filosofal - minério dos sábios, pó medicinal capaz de curar todas as enfermidades, de transmutar os metais vis em ouro e fazer crescer as plantas. Ao que constatamos na experiência laboratorial a Pedra pronta dependendo do grau de digestão (calor x tempo) apresenta-se nas cores amarela, verde, púrpura, laranja e vermelho cada uma contendo uma medicina específica.

Leão verde - vitríolo romano ou vitríolo verde ou o óleo verde da Pedra?

Leão vermelho - vapores nitrosos da dissoluçao do vitríolo - óleo vermelho da Pedra?

Athanor - do árabe at-tannur forno de alquimista ou forno dos filósofos na forma de grande ovo ou que comporta um vaso hermético em forma de ovo ou de ampolas

Alambique - do árabe al-ambik, aparelho destinado à destilação é composto por três peças a cucúrbita ou caldeira, o capitel ou chapéu e a serpentina


Retorta - vaso alquímico usado em sublimações e destilações do qual se manifestam espíritos

Àgua régia - mistura dos ácidos nítrico e clorídrico

Alcool - espírito de vinho (álcool etílico) quando desprovido de toda a umidade supérflua (canonizado) é o dissolvente de todas as gomas e resinas é utilizado como retificador da Pedra Filosofal e no preparo de tinturas alcoólicas

Vinagre - espírito de vinagre é um dos principais retificadores da Pedra dos Filósofos

Azoth - nome hermético dado ao mercúrio dos filósofos (Tintura) sua preparação está bem descrita no "Breviário" ou no "Testamento de Nícolas Flamel", há também a obra de Basílio Valentim "Tratado del Azoth" que contém alegorias concernentes à filosofia hermética .

Azogue - nome dado ao mercúrio alquímico ou mercúrio hermético, (a putrefação/fermentação do Mercúrio Filosófico)

Alkhaest - do alemão alghesit (espírito universal), o solvente universal não é considerado corrosivo

Circulador - vaso que consiste em um balão de fundo chato acoplado à um balão esférico no
qual circula alguma tintura alcoólica por evaporação e condensação espontânea da matéria

Via úmida - transmutação através da digestão da matéria-prima por meios líquido e salinos, tendo como matéria prima o mercúrio (Hg)

Via seca - transmutação através da digestão da matéria prima por meio de altas temperaturas e pós, tendo como matéria-prima o chumbo (Pb)

Via mista - via que tem como matéria-prima tanto o mercúrio (Hg) quanto o chumbo (Pb)

Via breve - transmutação acelerada por meios radiativos (refletores, feixes, espelhos, bombardeamento nuclear e etc.)


Sistema de unidades:


onça - medida de peso equivalente a 28,35g

onça troz (oz t) - 31,104g

libra - medida de peso equivalente a 453, 59237g

dracma - medida de peso equivalente a 1,7718451953125g


grão - medida de peso equivalente a 11g

dwt - penny wheigt medida de peso equivalente a 1,5552g

Laboratorio básico de alquimia

Pela nossa experiência reunimos o material essencial de labor alquímico (via seca, úmida e breve) acrescentando detalhes de segurança pessoal e instalações. Tratando-se de trabalho com metais de transição que podem, transmutar-se ou emitir elementos transurânicos e radioisótopos, destacamos atenção especial à proteção radiológica e anti-chamas. Em alquimia moderna é utilizada resistências elétricas com o fim de evitar a emissão de gases poluentes. O uso de refletores ou luzes especiais em via breve fica a cargo do operador alquimista.


Material:

- Cadinhos diversos (ceramica, grafita, porcelana)
- Fogão a gás tipo camping ou elétrico
- Colher de aço inox
- Tenaz
- Caixa de prata 1kg
- Caixas de chumbo 1kg

- Balança para ourives
- escudelas diversas (ferro, ceramica, porcelana)
- Vidraria diversas (frascos, copos béckers, vidro de relógio, erlemeyer, pipetas etc)
- Retortas (500ml, 1000ml, 6L)
- Balão (500ml, 1000ml, 6L)
- Aquecedor elétrico com placa de amianto ou cerâmico
- Athanor (forno para fundição com resistência elétrica ou a carvão)
- Ovo filosófico (vaso refratário hermético em formato de ovo)

Instalações e segurança:


- Cômodo com balção e pia
- Paredes blindadas com manta de chumbo
- Lâmpada fluorescente fria 40w vapor de mercúrio
- Lâmpada UV
- Cromatizador ou lazer (vermelho, azul e verde)
- Refletor concavo
- Refletor comvexo
- Tampo de mámore ou granito
- Tampo de vidro
- Extintor pó químico


Aparatos, instrumentos e fornos alquímicos


A imagem acima é uma pintura de Salvador Dali nomeada "Ovo cósmico" uma referência a formação do Universo a partir da eclosão deste ovo que continha em si a matéria primordial que formou o Cosmos e todas a substâncias e seres existentes incluindo aí o homem. A imagem retrata também alegoricamente uma paisagem primordial na qual percebe-se elementos e propriedades a luz, a terra e a água ou ainda à temperatura e pressão. O surrealismo do artista é marca central de toda sua obra e se interpretada por meio da linguagem alegórica alquímica concluímos que sua obra é repleta de temas típicos da alquimia. Como a Obra solar, a Imortalidade do Homem, a Filosofia, e referências às Leis da química e da física.

Os primeiros utensílios refratários feitos pelo homem a partir da descoberta do fogo, são cercados de lendas e mistérios. O caldeirão, por exemplo, nele eram preparados os alimentos, poções e remédios e posteriormente foi usado na fundição de metais. Na Idade da Pedra os caldeirões eram esculpidos no chão em rocha vulcânica ou em argila, na Idade do Ferro os utensílios e instrumentos eram feitos de ferro, e em Bronze na Idade do Bronze. Os povos celtas introduziram a forja de metais na Europa a partir do intercâmbio com o mundo egípcio, árabe, e chinês. No entanto, não é crédito deste povo a introdução da Alquimia na europa, talvez não tenha se registrado devido a proteção altamente sigilosa dos juramentos iniciáticos da época. Abaixo exibiremos os instrumentos, utensílios e fornos utilizados na Alquimia durante a Idade Média e uma breve descrição do Modus Operandis.





CADINHO: é usado na fundição e purificação básica dos metais, poder ser fabricado em argila, porcelana, grafita, etc. Os melhores cadinhos para purificação de metais nobres são fabricados em grafita. Há no Brasil o processo de carbonização e vitrificação da argila usada na fabricação de utensílios de barro que muito indicamos para sobrefusão.





OVO FILOSÓFICO: o Ovo Filosófico ou Vas Hermeticum é um vaso sagrado usado para criar alta pressão e temperatura ou controlá-las na digestão dos três princípios da matéria sob diversos regimes (graus) de Fogo ou sob o Fogo Secreto.







RETORTA: a retorta provavelmente é uma evolução ou adaptação da lâmpada árabe e é utilizada até hoje em destilações e sublimações.

PELICANO: o pelicano é um vaso hermético usado na circulação de tinturas oriundas tanto da grande circulção como da pequena circulação, ou seja, tinturas de metais e minerais ou vegetais. Há também para o mesmo fim o circulador que consiste em dois balões de fundo chato acoplados.


Esta é uma imagem retirada do livro "The art of destilation" de Cristophe Glaser o livro é um tratado completo da espagíria alquímica. Estes aparatos mais sofisticados foram manufaturados mesclando diversos materiais como vidro, porcela , argila e metal. Podem ser considerados também como alambiques, ou circuladores retificadores, são utilizados simultaneamente em circulação, digestão, sublimação, destilação e sobrefusão.



ALAMBIQUE: o alambique é utilizado em alquimia na destilação, preparação e extração de elixires, tinturas, espíritos e quintessências é indispensável à Obra.


ATHANOR: o Athanor é um forno alquímico ou espagírico que recebe um vaso hermético em formato de ovo, uma ampola ou ainda centenas de Ovos Filosóficos. Os fornos alquímicos ou espagíricos poder ser construídos em cimento refratário, barro ou tijolo refratário, podem seguir tanto o Modus Operandis da via umida quanto da via seca, ou ambos. Vou limitar-me a apenas a exibir algumas imagens dos fornos alquímicos clássicos. Devido a intensa emissão de gases poluentes como gás carbônico e monóxido de carbono desde a revolução industrial é preferível que sejam usadas resistências elétricas especiais para fundição ou fornos elétricos encontrados em algumas lojas dedicadas ao ramo da fundição. Existem estações de fundição de pequeno, médio e grande porte, os preços podem variar de acordo com o porte. Ocorre aí um gande impasse no quesito economia isto fica a dispor do senso e da condição financeira do operador. Fornos de grande porte para fundição ou para cerâmica podem servir sem problemas como Athanor pois são apropriados para receber os vasos alquímicos. Há outra questão a ser especulada é a qualidade das resistências para longas horas de trabalho que podem variar de marca para marca, por isso indico os fornos destinados a queima de cerâmica que são mais resistentes. O que define e diferencia a alquimia moderna da antiga são as fontes calor e luz disponíveis atualmente (fornos, aquecedores para laboratórios, lâmpadas e refletores especiais e etc), e as matérias a serem transmutadas.Assim prentendemos reduzir ou até eliminar a queima de combustíveis que comprometam nossa atmosfera, dedicando ao estudo de novas fontes energia limpa e criando projetos para a captação e precipitação de poluentes (carbono, monóxido de carbono, dióxidos e trióxidos de poluentes como polímeros e outras substâncias que comprometem a atmosfera com a emissão de gases tóxicos). Abaixo os fornos antigos que podem ser usados como base na criação de Athanores e seus vasos utilizando resistências elétricas como fontes calor.























Excertos clássicos alquímicos



Basilio Valentín quem escrevesse todo o segredo da Grande Obra em seu manuscrito “Azoth”, dá o apelido de peregrino ou viajante ao Mercúrio hermético. “Icon peregrini” representam ao Mercúrio hermético sob a imagem de um peregrino que ascende por um caminho abrupto e rochoso, num lugar de penhas e grutas.


"Tocado com um largo chapéu plano, apoia-se com uma mão em seu bastão, e com a outra sustenta um escudo no que figura o sol e três estrelas. Umas vezes jovem, alerta e vestido com cuidado, e outras velho, cansado e miserável, é seguido sempre por um cachorro fiel que parece compartilhar sua boa ou má fortuna.


***

O velho alquimista, artesão da fortuna dos Vallois e senhores D´escoville viveu como um sábio, segundo os preceitos de disciplina e de moral filosóficas. Dizia-lhe a seu filho em 1.445, que não podia seguir o exemplo nem levar a vida dos poderosos sem trair suas convicções. É provável, que aos setenta anos, sem outra preocupação material que suas obras, acabasse no castelo de Flers uma existência de labor, de calma e de simplicidade em companhia dos dois amigos com quem tinha realizado a Grande Obra. Seus últimos anos, foram consagrados à redação das obras destinadas a educação científica de seu filho, conhecido com o epíteto de “Piedoso e nobre cavaleiro”. Ali dizia:



No nome de Deus Todo Poderoso, sabe, filho meu bem amado qual é minha intenção pelos extremos que a continuação declaro: Quando, nos últimos dias de minha vida, meu corpo esteja preste a ser abandonado por minha alma e não faça senão esperar a hora do Senhor e do último suspiro, é meu desejo deixar-te como testamento e última vontade estas palavras, pelas quais te serão ensinadas muitas coisas relativas lindas e de muito condescendente transmutação metálica... Por isso te fiz ensinar os princípios da filosofia natural, a fim de fazer-te mais capaz para esta santa ciência".


***

Conteúdo de um manuscrito conservado na Biblioteca Marciana de Veneza onde figura a fórmula do juramento:


"Juro pelo céu, pela terra, pela luz, pelas trevas; juro pelo fogo, pelo ar, pelo água e pela terra, juro pela altura do céu, pela profundidade da terra e pelo abismo do Tártaro, juro pelo Mercúrio e por Annubis, pelos rugidos do dragão Chercurobos e do cão tricéfalo cerbero, guardião do inferno, juro pelo barquero do Aqueronte, juro pelas três parcas, pelas fúrias e pela espada, que nunca revelarei estas palavras a ninguém mais do que a meu filho nobre e encantador. E agora vê procura ao agricultor e pergunta-lhe que é o grão e o que é a colheita, dele aprenderás que quem semeia trigo receberá trigo, e quem semeia cevada recolherá cevada. Isso te conduzirá à idéia da criação e da geração; recorda que o homem faz nascer ao homem que o leão faz nascer ao leão, que o cachorro reproduz ao cachorro. Do mesmo modo o ouro produz ouro, tenho aqui todo o mistério".

***


Na segunda epístola de San Pablo a Timoteo, C. II, 20 podemos ler: Numa casa grande não há só copos de ouro e de prata, senão também de madeira e de barro; e os uns para usos de honra, os outros para usos vis. Sendo Fulcanelli quem nos devela esta epístola. “Os grandes mestres a chamam trabalho de mulher e jogo de menino, e lhe aplicam o velho axioma hermético: uma repetição, um caminho, uma determinação. Uma só matéria, uma só vasilha, um só forno. Tal é nosso corpo de barro, menosprezado, vulgar e de emprego comum, que todo o mundo tem ante os olhos, que não custa nada e que se encontra nas casas de todas as gentes, mas que ninguém, no entanto, pode conhecer sem revelação”.



Assim mesmo Salomón Trismosin, em seu livro “A toyson d´or” diz: Procura pois, com a luz de teu espírito a luz que está envolvida em trevas, e aprende disso que o sujeito mais vil de todos segundo os ignorantes é o mais nobre segundo os sábios.

Jacques le Tesson afirma: Se a técnica reclama certo tempo e demanda algum esforço, como contrapartida é de uma extremada simplicidade. Qualquer profano que saiba manter o fogo a executará tão bem como um alquimista experiente.




Como podemos comprovar não sempre foi fácil reconhecer o elemento com o qual se deveria trabalhar, e temos um exemplo bem eloquente, no caso de Trevisán, pois gastou toda sua fortuna procurando a Pedra Filosofal e conseguiu descobrir o segredo aos setenta e cinco anos de idade, já demasiado tarde.


Se tivéssemos que citar a partir de quando toma seu máximo esplendor a prática alquimista, teria que responder, no século XIV. Nessa época diferentes alquimistas começam a dar sinais de sua arte, fazendo demonstrações públicas do poder da transmutação, também emergem à luz os livros onde se entregavam a maneira de operar no laboratório alquímico, mas sempre de maneira velada.

Médicos, monges, artistas, cientistas, políticos, aristocratas, etc., eram os alquimistas, um amplo leque da classe social dessa época. Os árabes foram os responsáveis de entregar o archote da alquimia aos europeus, nessa viagem de Oriente a Ocidente, seguindo a rota do sol. Onde se criaram as escolas de regeneração num regime totalmente hermético.



A matemática sagrada

Os cálculos e fórmulas alquímicas são elaborados de acordo com dízimas periódicas (números irracionais) conhecidos desde a antiguidade de forma que só são codificadas por meio de alegorias e símbolos. A exemplo da proporção áurea e da série Fibonnaci que traduz a forma da perfeição na natureza e do crescimento dos organismos vivos. Assim pelo exaustivo trabalho do alquimista em elevar os metais à perfeição, a dízima se torna um número racional, palpável e mensurável. Por isso a alquimia trata do conhecimento de tudo na natureza e do mundo divino e de suas leis.
***

“De maneira que quem quiser ter a paciência de cozer o chumbo num fogo regular e contínuo que não exceda o ponto da sua fusão, isto é, que o chumbo se mantenha sempre fundido e não mais, juntando-lhe alguma porção de prata viva e de sublimado para evitar que se calcine e se reduza em pó, ao fim de algum tempo encontrará que Flamel não falou frivolamente ao dizer que o grão fixo contido em potência no chumbo a saber o ouro a prata se multiplicariam e cresceriam assim como o fruto cresce na árvore”.


TRAITE DU FEU ET DU SEL, Blaise de Vigenère, Paris, 1618, página 87.


***

“Para um procedimento análogo, infelizmente não rentável por causa do tempo e do dinheiro dispendidos, que consista sobre tudo em mater em subfusão o chumbo tudo certamente disposto sobre um coroa de um maçarico a gás e não contendo infalivelmente a mais ínfima parte do nobre metal nós obtemos há mais de quarenta anos, pelo "grão fixo" desenvolvido, isolado depois projectado sobre o mercúrio comum, um lingote pesando 100g de ouro o mais magnífico”.



ALCHIMIE, Eugène Canseliet, Paris, 1978, página 81.

Divizão do EU interior

Divizão do EU interior

A persona mística deve ser desenvolvida no interior da mente de cada ocultista com cautela e inteligência uma vez que a mesma bem invocada ou despertada ira ampliar seu foco, permitindo mais possibilidade de acerto em toda operação, através desse Self interior se pode adotar diversas formas ou personalidades por isso tem que ser bem administradas pelo operador, para que não perca o controle e se torne controlado, a diferença entre Rei e cavalo pode ser tênue no intimo místico de cada “Eu”, tal personalidade modifica ate mesmo a estrutura facial do magista, seu olhar e voz se modificam de forma bem perceptível tais como seus gestos e movimentos, a dilatação das pupilas aumentam a faixa espectral de visibilidade e se o operador souber controlar sua adrenalina, consegue efetuar grandes feitos, Através das ancoras hipnóticas se torna possível uma divisão segura, e através dessa técnica se pode controlar com exatidão o momento de se incorporar seu “Eu Superior”, e claro que o operador sempre deve ter o controle da operação pode se perigoso no caso do mesmo não conhece técnicas para dominar seu ID, e anular o Ego, cada ocultista desenvolve sua forma de lidar com esta habilidade, vobrando em alta freqüência a forma magnética da operação pode ser induzida pelo operador.

A imortalidade e um dom para poucos

A imortalidade e um dom para poucos
A alto e baixo egito Horus vs Seth

Operação Magica

Com cada instrumento deve se traçar as proporções divinas, enquanto se invocam na entonação de voz mantrica as forças de cada direção.

posicionamento correspondente pra gerar campo magnetico de polaridade elemental

posicionamento correspondente pra gerar campo magnetico de polaridade elemental
Cada direção exige um conjunto de movimentos e alinhamentos especificas de acordo comas correspondências, existem egregoras e poder com detalhes específicos, mas também existem operadores da nova era que criam suas correspondências de acordo com a era vigente, em ambos os casos e preciso um conhecimento a altura.

Instrumentos da grande obra em uma operação de vampirismo hermetico

Instrumentos da grande obra em uma operação de vampirismo hermetico
Espelho negro, disco, espada, caduceu, taça, velas correspondencia elemental, cada instrumento deve estar consagrado ou magnetizado com a força correspondente ao mesmo passando por um processo de consagração individual no dia e hora correta, dessa forma se é possivel gerar um campo magnetico ou area de atuação magica dentro so ciculo..

Cajado ou Disco de madeira

O Cajado e uma representação da terra embora e mais usado o disco de madeira ou escudo como instrumento para terra, pode ser consagrado na quinta ou sabado , as velas podem ser de cor verde. O cajado tambem pode representar o Ar se consagrado na quarta, mas ai deve se usar o disco para representar a terra

espada




E aconselhável consagrar a espada em uma terça Feira, de preferência em um horário relacionado a marte, velas vermelhas podem ser utilizadas nesse caso.

Taça ou Calice

A taça representa o elemento agua e a direção oeste, pode ser consagrada na segunda ou sexa feira, velas azuis podem ser usadas.

Baqueta ou vareta




A vareta ou baqueta e o instrumeto que representa o Ar, pode ser consagrado na quarta feira dia de Hermes ou mercurio , a cor de suas velas e amarelo, existem segmentos de magia que usam a espada para representar o ar, aconselho cada operador a seguir sua intuição em caso de duvida.

Livro das sombras




O diário mágico chamado na bruxaria de livro das sombras e a coletânea de conhecimentos e experiências do mago ou bruxo, e de vital importância para quem esta no caminho da magia, aconselho na confecção de um conseguir um caderno grosso com muitas paginas assim pode se fazer um grimorio, a capa deve ser bem protegida e aconselhável pintar a mesma de preto.

Vela




As velas são importantes nas operações e devem ser alinhadas corretamente em cada ponto cardial de acordo com sua cor, elas também devem ser consagradas nos dias correspondentes a suas cores

Vassoura




A vassoura tem um sentido de purificação e não e usada apenas na bruxaria, todo ambiente antes e depois de uma operação mágica deve ser devidamente purificado , para que forças externas não interfiram na operação, ela e consagrada com finalidade de afastar forças indesejáveis enquanto se faz o BANIMENTO

Bussola




Uma bussola e um bom instrumento para orientar o operador as direções corretas, embora a maioria dos operadores experientes saibam como calcular as direções através da posição das estrelas ou do sol.

Talisma




Um talismã devidamente magnetizado pode ser muito útil para um magista seja para se defender ou focar sua energia, o símbolo do talismã pode variar de acordo com o tipo de sistema ou seguimento mágico que o operador se utilize

Album da ordem


Os vampiros se fazem notar apenas para queles que acreditam em sua existencia, embora sempre estejam presentes. (ODH)

Alfabeto mágico


Alfabeto mágico A dissimulação do alfabeto latino já foi usada para atribuir um caráter pretensamente mágico a alguns textos. Um exemplo é o alfabeto mágico supostamente criado por Honório de Tebas: o Alfabeto de Tebas, também conhecido como As runas de Honório ou Alfabeto das bruxas. A origem do Alfabeto de Tebas é obscura, mas ele emergiu no século XVI, num período em que os estudos cabalísticos eram proeminentes nas práticas mágicas européias.

Alfabeto Maçonico

Alfabeto Maçonico
Alfabeto Maçônico / Rosa-Cruz: O Alfabeto maçônico foi frequentemente usado no sec. XVII, e até hoje muitos praticantes de Ordens Maçônicas o utilizam para se identificarem, ou em seus escritos.

Alfabeto Malaquim

Alfabeto Malaquim
O Alfabeto Malaquim é um dos mais antigos alfabetos místicos existentes. Ele seria uma evolução do alfabeto celestial. O Alfabeto Malaquim serviu de intermediário para a criação e origem do alfabeto cabalístico como o conhecemos hoje (o alfabeto hebraico). É também escrito da direita para esquerda.

Escrita Celestial

Escrita Celestial
A Escrita Celestial: A escrita Celestial é o alfabeto hebraico mais antigo, usado pelos hebreus antes do período de exílio na Babilônia, que ocorreu no séc.VI ac. É formado por 22 consoantes e escrito da direita para a esquerda. Seu nome deriva da tradição de que seus caracteres foram vistos pelos antigos sacerdotes hebreus entre os astros do céu.

Alfabeto dos magos

Alfabeto dos magos
O Alfabeto dos magos, ao contrário da escrita Celestial é uma variante mais moderna do hebraico quadrado. Também escrito de trás para frente, esse alfabeto foi muito utilizado em diversos grimoires, principalmente pelos alquimistas, que visavam assim manter ocultas suas fórmulas e anotações dos olhos leigos, embora não fossem muito utilizadas em simbologia, muitas chaves (invocações) eram escritas utilizando-se do alfabeto dos magos na época.

Runas

Runas
Trata-se de um dos antigos alfabetos místicos, muito utilizado pelos nórdicos e que é, até hoje, utilizado como oráculo. A palavra runa significa secreto, empregada para indicar um sonho misterioso, uma doutrina oculta ou um escrito hermético. Antes de aprender os caracteres romanos, os antepassados conheciam os signos chamados glifos que compunham a escrita alfabética Futhark, a qual originou as runas.

Alfabeto Aramaico

Alfabeto Aramaico
O alfabeto aramaico foi um alfabeto muito difundido na região da Mesopotâmia a partir do século VII a.C., sendo então adotado pelos persas. Foi o dialeto que antecedeu ao hebraico. Sua importância reside no fato de ser o antecessor do alfabeto hebraico, estudando o alfabeto aramaico, consegue-se conhecer a pronunciação dos nomes e dos sons das consoantes que formam o alfabeto hebraico;

Magia Enochiana

O sistema magico Enochiano possui a grande mesa a qual decifraremos a seguir , vemos que a Grande Mesa é formada por 4 quadrantes. Cada um desses quadrantes nessa Mesa é conhecido como Torre de Vigia. Ou seja, há 4 Torres de Vigia que compõem a Grande Mesa Enochiana.

O nome de cada uma das cidades celestiais, que adentramos por meio daquelas tabelas, estão escritas nas Torres de Vigia.

Cada uma das 4 Torres de Vigia possui 12 portais (chaves), ou seja 48 Chaves (quadrantes). A Grande Mesa contém dentro de si, então, as 48 tabelas que vimos, separadas igualmente em cada uma das 4 torres de vigia.

Deduzimos, até aqui, que:

Por meio das 49 tabelas adentramos às cidades celestiais.

Por meio das Torres de Vigia sabemos qual o nome de cada cidade.

Sabendo o nome de cada cidade, saberemos diferenciar qual cidade, a função específica de cada uma e a hierarquia de anjos que a habita.

Também descobrimos que todas as 48 tabelas (chaves) estão contidas na Grande Mesa Enochiana.

As 48 Chaves e a Grande Mesa das 4 Torres de Vigia formam o coração da Magia Enochiana.

Abaixo, a imagem da mesma Grande Mesa Enochiana que coloquei no texto anterior, com a letra que equivale a cada símbolo:


Como podem perceber, essa parte de Magia Enochiana é cheia de detalhes, por isso, às vezes demoro para postar, porque esse assunto precisa de tempo para ser escrito da melhor forma, para ser melhor entendido.

Veja que ela é dividida em quatro partes, cada uma dessas partes é uma das 4 torres, que nos aprofundaremos mais a fundo em próximos textos, vendo que cada uma delas é equivalente a um elemento e que tem um ser que as rege.



A cada placa existem quatro tipos principais de quadrado:

a. A GRANDE CRUZ DE 36 QUADRADOS:

- A Grande Cruz de 36 Quadrados


Como exemplo, vejamos a Placa referente ao elemento Ar (a do canto superior esquerdo):


As letras são pretas sobre branco, estendendo-se na Placa inteira.

A dupla linha vertical é chamada de Linea Dei Patris Filiique (a Linha de Deus, o Pai e o Filho) e a linha horizontal é chamada de Linea Spiritus Sancti (a linha do Espírito Santo).

A Linea Dei Patris Filiique é sempre a sétima linha de letras, a partir do alto, enquanto as duas verticais são sempre a sexta e a sétima colunas, a partir da direita ou da esquerda.

b. AS SEPHIRÓTICAS CRUZES DO CALVÁRIO


Cujas letras também são pretas sobre branco, nos quatro cantos das placas. São as quatro cruzes de cada placa.

As quatro placas elementais são formadas por quatro tipos principais de quadrados:

1 - Os Quadrados Querúbicos


Sempre estão na cor elemental da Placa e são os quatro quadrados imediatamente acima de cada Cruz sephirótica.

2 - Os Quadrados Subordinados


Sempre na cor da Placa, consistindo de 16 quadrados de cada ângulo menor embaixo de cada Cruz Sephirótica.

AS CORES ELEMENTAIS:

- Placa do Ar: letras em AMARELO. As letras no Quadrante do Ar escritas em roxo.

- Placa da Água: letras em AZUL. As letras do Quadrante da Água escritas em laranja.

- Placa da Terra: letras em Preto. As letras no quadrante da Terra escritas em verde.

- Placa do Fogo: letras em VERMELHO. As letras no quadrante do Fogo escritas em verde.